quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Temporada 1994 parte IX - O GP DA ALEMANHA - PARTE II

Então pessoal, depois de tanta confusão ficamos com o grid de largada dessa maneira:


1º Gerhard Berger 1’43.582
2º Jean Alesi 1’44.012
3º Damon Hill 1’44.026
4º Michael Schumacher 1’44.268
5º Ukyo Katayama 1’44.718
6º David Coulthard 1’45.146
11º Rubens Barrichello 1’45.939
17º Christian Fittipaldi 1’47.102


Veja que as duas Ferraris estão finalmente nas primeiras posições!

E vocês acham que depois de tanta confusão o Grande Prêmio da Alemanha seria normal? Pois saibam que depois do oitavo colocado, todos os carros abandonaram a prova. De cara, já na largada, antes da primeira curva, Zanardi, Andrea de Cesaris, Michele Alboreto e Pierluigi Martini deram adeus à corrida. Rubens Barrichello também saiu graças a um incidente com Mark Blundell e Eddie Irvine. Martin Brundle e Johnny Herbert também se estranharam, mas somente a McLaren escapou. A Lotus ficou. Frentzen também saiu nessa bagunça, mas conseguiu voltar. O problema é que seu pneu furou e a suspensão quebrou, então... nada feito chapa! Hill e Katayama também se estranharam, mas sobreviveram aos atritos e conseguiram até mesmo pontuar.
E pela primeira vez na temporada Michael Schumacher abandona uma prova, fato que deixou muitos com a suspeita que ele havia corrido somente por imposições mercadológicas... mas parece que foram problemas de motor mesmo. Hakinnen acabou sofrendo uma punição de uma corrida por causar acidentes.
Mas o sinistro mesmo aconteceu num pit stop de Joe Verstappen, quando no reabastecimento, seu carro se incendiou, ficando envolto em chamas. Apesar de ninguém ter falecido por causa disso, ele teve queimaduras ao redor dos olhos, pois seu visor estava levantado.



Bem, depois disso tudo, finalmente Gerhard Berger conseguiu sua vitória!
  • E mais!

Gianni Morbidelli conquistou seus primeiros pontos na temporada!
  • E mais!

Panis conquistou seus primeiros pontos com podium!
  • Mas isso não é nada!

Éric Bernard conseguiu seu único podium!
  • Podia ser pior?

Éric Bernard conseguiu seus últimos pontos na F1!
  • Meu Deus!

Erik Comas marcou aqui seus últimos pontos!
  • E pra terminar!

Até hoje essa foi a última vez em que dois pilotos fizeram seu primeiro podium na mesma corrida. Isso porque em 2014, Ricciardo e Magnussen fariam o mesmo, só que Ricciardo foi desclassificado.

Chegada:
1º Gerhard Berger
2º Olivier Panis
3º Eric Bernard
4º Christian Fittipaldi
5º Gianni Morbidelli
6º Erik Comas

11º Michael Schumacher
21º Rubens Barrichello


E assim ficava o campeonato:



Michael Schumacher 66 pontos

Damon Hill 39 pontos
Gerhard Berger 27 pontos
Jean Alesi 19 pontos
Rubens Barrichello 10 pontos, o dobro de seu companheiro de equipe.

Para nossa tristeza, foram os últimos pontos de Christian Fittipaldi na F1...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Temporada 1994 parte IX - O GP DA ALEMANHA - PARTE I

Olá pessoal,

Essa temporada de 1994 teve de tudo mesmo! Vejam quanta coisa aconteceu apenas nesse Grande Prêmio! Tivemos até que dividi-lo em duas partes para poder falar da corrida em algum momento!!!

O GP da Alemanha de F1 1994 foi disputado em 31 de julho de 1994, em Hockenheim, Alemanha - claro, no circuito conhecido como Hockenheimring que à época possuía um percurso de 6.823Km o que em 45 voltas perfaria 307,035 Km.

A Alemanha estava amando seu novo ícone esportivo, Michael Schumacher. Mais de 140.000 pessoas compareceram na esperança de vê-lo, mas havia um problema: Michael havia recebido bandeira preta na corrida anterior. Isso lhe custaria a não participação nas duas corridas seguintes e a primeira seria exatamente essa. E agora? Os ingressos haviam esgotado ainda em Março!!!

Os ânimos estavam exaltados. Os torcedores - por algum motivo - começaram a deixar pedaços de madeira nas proximidades do circuito, mas os bombeiros e a segurança trataram de recolher tudo, pois na sua visão, poderiam ser usados como armas ou para fazer fogueiras. A coisa estava tão quente que o prefeito de Hockenheim fez um pedido formal para que Schumacher corresse nem que fosse somente exibição.

A Benetton estava querendo apelar, mas os prós e os contras... hummm...

Seu Ford v-8 competiria contra os V-12 Ferrari e os Renault V-10 e tudo indicava que perderiam feio em Hockemheim, mas e daí? Eram líderes do campeonato ou não? 
Mas Eddie Irvine havia apelado contra sua desclassificação no GP Brasil e sua punição foi, digamos, triplicada! Isso sim estava contra!

Enfim, decidiu-se por apelar, mas um dia antes do início dos treinos, pois sem tempo para audiências, Schumacher poderia correr! Bela estratégia, o povo ficou feliz e a Benetton mais ainda! Quer dizer, mais ou menos já que Hill recebeu uma ameaça de morte que supostamente se concretizaria caso ele se classificasse à frente de Schumacher! 

Eita! Que medo! E tome segurança!

Mas porque tanto medo? Afinal a Alemanha já era um país educado e civilizado mesmo em 1994. Pois é, mas o que deixou todo mundo preocupado é que um fã alemão da também alemã tenista Steffi Graf esfaqueou a rival Monica Seles. E pior que Hill ainda foi acusado de "plantar" esse boato para perder com desculpas!!!

E quando Berger fez a pole position? Pois é, nem ele foi poupado e dormiu com seguranças na porta do quarto. Para piorar, a FIA questiona fortemente o sistema launch control que a Benetton teria utilizado até então e o autódromo tem duas novas chicanes batizadas em honra de Jim Clark e Ayrton Senna.
Depois disso tudo, Schumacher teve sua pior classificação até o momento, saindo em 4º lugar, uma posição atrás de Hill, que deve ter se borrado dentro do cockpit.
E a corrida ainda nos traria mais surpresas, vejam a foto:



*imagem da internet\


E como já foi dito que a temporada de 1994 nunca acabou, vejam vocês que em 2011 - isso mesmo! 2011! Joe Verstappen contou a uma revista Holandesa que realmente houve trapaças da Benetton para sustentar sua vitória no campeonato, desceu o pau no Schumacher e no Briatore e lavou um monte de roupa suja em público!

Mas enfim, sigam acompanhando para ver o que mais aconteceu nessa corrida, de uma das temporadas mais espetaculares de todos os tempos da Fórmula 1.






domingo, 30 de novembro de 2014

Obrigado Rubinho

Como diria o poeta Renato Russo: “Explicar o que ninguém consegue entender”.  Simplesmente isso, como se explica aquilo que ninguém vai entender? Talvez seja isso o que Rubens Barrichello tenta fazer após tantos anos e muitas “aposentadorias” divulgadas em seu nome sendo que elas jamais chegaram. 

Sim, ele tenta explicar aquilo que ninguém entende: Por que ele ainda corre? Por que ele simplesmente não para e vai pra casa curtir a vida com a família? Acho que hoje quem não entendia isso acabou por se não entender por completo, ao menos ter uma noção do que é. A alegria demonstrada ao final da corrida realizada em Curitiba foi algo que muito jovem de 20 anos de idade com toda certeza não possui e não consegue emanar ao conquistar.


 *Foto retirada da Internet

Desde os treinos no sábado, quando se deu o fim de classificação e a pole estava garantida, o clima nas arquibancadas era de: “será amanhã finalmente o grande dia?” 

Neste domingo, o clima era o mais positivo, desde bem antes dos motores começarem a roncar já se ouvia nas arquibancadas ensaios de “Rubinhoooo, Rubinhooo”, parecia que estávamos em Interlagos lá pelos anos de 2003, 2004, 2009, tamanha a empolgação. Logo via-se que, muitos estavam ali torcendo pelo nome Barrichello e não pela história Barrichello e tudo que ela representa no automobilismo brasileiro (mas tudo bem, festa é festa!). Tive a chance de conversar com dois irmãos que vieram de Joinville especialmente para ver Rubens, ornamentados de bonés, camisetas e muita esperança de comemorar assim como este torcedor que vos escreve. Eles disseram: “Estamos aqui por mais de 20 anos de zoação”

A corrida foi consideravelmente tensa nas arquibancadas, ainda mais após o óleo na pista na segunda volta e aí voltou a dúvida: “Será?”

O que posso dizer é que, a cada volta, a mão soava mais fria e o tempo não passava para terminar logo a corrida. Eu queria era comemorar. Porém, quando o cronômetro apontou mais 3 minutos, foi possível detectar quem realmente era aquele torcedor que assim como eu sofreu um bocado com piadas, zoações, tiradas de sarro, injurias e tudo o mais possível que sabemos foi relacionado ao nome de Rubens Barrichello durante esses mais de 20 anos. 

Foi fácil ver punhos serrados a cada volta, unhas sendo devoradas, bonés começarem a voar e claro, muitas lágrimas. Confesso que no momento da chegada estava com a visão embassada, as lágrimas já não me deixavam ver direito, mas foi um momento único, com toda a certeza, um momento que não se compara com nada que vivi em todos esses anos nas arquibancadas de um autódromo.

Ainda bem que posso escrever, pois se fosse para contar o que aconteceu não seria possível, a voz foi embora junto com o grito que estava entalado há tantos anos: É CAMPEÃO!!

A Rubens, mesmo sabendo que jamais chegarás a ler este texto, gostaria de dizer simplesmente: Obrigado! Obrigado por este momento, obrigado por proporcionar ao verdadeiro fã de automobilismo esta alegria sem tamanho, obrigado por ser esta figura ímpar e acima de tudo, obrigado, mas muito obrigado por continuar e nunca desistir. Continue tentando explicar o porque voce corre, tentando explicar o porque você não parou, tentando explicar o amor que você sente em correr, enfim, tentando explicar aquilo que quase ninguém consegue entender.


TEXTO: Nelsinho Bonetto 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Temporada 1994 parte VIII - O GP DA GRÃ BRETANHA

Chegamos à oitava corrida do mundial de 1994, o GP da Grã Bretanha, que foi disputado em Silverstone, Northampton, Inglaterra, no dia 10 de julho de 1994. À época, o circuito possuía 5.057 km, o que resultou em 60 voltas perfazendo um total de 303.420 km. Era a metade da temporada.

Esse circuito (imensamente alterado graças aos incidentes anteriores) já foi palco de grandes disputas na pista, mas essa corrida teve algo mais... acho até que foi uma das mais interessantes que já vi.

Michael Schumacher havia conseguido papar 66 dos 70 possíveis pontos até agora. 66 dos 70 possíveis. O que será que poderia acontecer para que ele perdesse a liderança? Nos treinos, na frente da sua torcida, Damon Hill tirou a pole position de Schumacher por 0,003 de segundo, mas e daí? Não seria a primeira vez que Michael sairia em segundo e essa diferença minúscula... sei não...

Berger também estava na disputa, mas teve um encontro com o muro na saída dos boxes e mesmo assim ficou em 3º, dois centésimos atrás. Nigel Mansell havia voltado para a IndyCar, mas era esperado. Ele só faria a F1 enquanto os calendários não conflitassem. Era bom ver o Barrichello fazer a Jordan andar, ele conseguiu sair em 6º. Olhando com mais atenção podemos ver que ele deixou uma McLaren e uma Benetton comendo poeira. Para quem estava com uma Jordan, e a outra só conseguiu o 12º lugar. Eu acho muito.

grid de largada ficou assim:

Damon Hill em 1º;
Michael Schumacher em 2º;
Gerard Berger em 3º;
Jean Alesi em 4º;
Mika Häkkinen em 5º;
Rubens Barrichello em 6º
Christian Fittipaldi em 20º

À espera da largada, volta de apresentação, não é que Schumacher ultrapassa Hill? Duas vezes?  Poucos repararam, mas os comissários aplicaram a pena de 5 segundos.  O alemão aguardou até a 17ª volta para entrar nos boxes. Quando todos achavam que os 5 segundos seriam cumpridos, eis que a parada foi apenas para reabastecimento e pimba! Desclassificado o primeiro colocado do mundial de pilotos! 

O comissariado aguardou/refletiu até a 21ª volta quando foi exibida a bandeira negra. Briatore, claro, esperneou na tentativa de reverter à decisão e com isso, Shumacher seguia na pista. Disse não ter visto a bandeira. Na volta 26, não é que ele entra nos boxes para pagar o stop-and-go? Seguiu na pista até o fim, na esperança dos gritos de Briatore surtirem algum efeito. Berger perdeu o motor na 32ª volta. 

A corrida foi bacana também nas outras brigas. Barrichello lutou contra Mika Häkkinen até o fim, quando bateram na última volta. Mika voltou à pista, mesmo com o carro bem quebrado. Barrichello, mais inteiro, foi para os boxes; Disseram que ele "esqueceu estar na última volta", mas talvez tenha tido outros motivos. Sei lá. Nunca saberemos até que o próprio apareça aqui para nos contar!


No fim, como acabou?


Damon Hill em 1º;
Michael Schumacher em 2º;
Jean Alesi em 3º;
Mika Häkkinen em 4º;
Rubens Barrichello em 5º;
David Coulthard em 6º;
Ukyo Katayama em 7º; 

Mas enfim, desqualificado Schumacher, segue nova classificação!

Damon Hill em 1º;
Michael Schumacher desclassificado; 
Jean Alesi em 2º;
Mika Häkkinen em 3º;
Rubens Barrichello em 4º;
David Coulthard em 5º;
Ukyo Katayama em 6º; 

Christian Fittipaldi em 9º


Pô gente! Christian Fittipaldi saiu em 20º e chegou em 9º! Bela corrida!

E não é que Schumacher subiu mesmo no pódio? 



No fim das contas, sem trocadilhos, Schumacher e Briatore levaram pra casa uma multa de US$ 500,000 e o banimento pelas próximas duas provas. Vocês lembram né? O presidente da FIA era então Max Mosley, que já andava meio aborrecido com umas cartas que Briatore havia enviado à imprensa sobre os incidentes em Imola, mas isso não tem nada a ver... 
Ou tem?

Sabem quem é o garotinho que aparece ao lado da Princesa Diana curtindo a vitória de Hill?


Príncipe Harry, claro!

domingo, 23 de novembro de 2014

Help Wanted - III

Em 2015 o GP da Grã Bretanha será em Silverstone, de 03 a 05 de julho.

E as vagas já estão abertas! Que tal trabalhar lá, faturar uma pratinha e ainda ver de perto os bólidos e os grandes pilotos do mundial? 

Candidate-se, e se for chamado, nos traga muitas fotos!

Aplique no site:

http://www.silverstone.co.uk/jobs/

Estamos torcendo por você!

sábado, 15 de novembro de 2014

O troféu da invasão

Enfim, parei, respirei e deixei as lembranças do GP Brasil 2014 virem a tona. Todo ano é uma novidade, todo ano uma surpresa diferente. Desde pole e vitória brasileira, titulo decidido na ultima volta, corridas alteradas pelo clima, Webber ao vento até os zerinhos de alguns pilotos.

O fato é que cada fim de semana intenso vivido no setor A de Interlagos, pede tempo para retomar o fôlego. Isto, Por quê? Porque é na arquibancada que você sente o pulsar da paixão. Esse olhar quase ninguém ainda percebeu, o olhar da arquibancada, das pessoas que sustentam o espetáculo. Diferente de outros esportes onde o publico vira destaque, no automobilismo durante o evento, somos meros espectadores.  

Para nós que vamos todos os anos, não existe mesmice. A felicidade e a decepção andam juntas, ainda bem que a primeira ganha da segunda. O que dizer do fato de presenciar a entrada de uma menina de quase 10 anos pela catraca junto com o pai e quando esta pisa do lado do dentro do autodromo solta um “UAUHH!”? O que falar do cara que leva a namorada pela primeira vez para Interlagos dizendo : “amor, você vai gostar”, e para infelicidade dele, ela gosta?

O que falar do relato de uma pessoa que depois de tanto tempo sentada na chuva ou no sol, bebendo e comendo, coisas ruins e caras, extravasa, juntando-se a multidão que invade a pista e relata o sonho da seguinte forma:

A pista que era o palco de uma linda luta de gigantes não esperava que no final das 71 voltas fosse também o palco de milhares de pessoas. Fãs apaixonados, loucos e sem noção, mas que apesar do êxtase de estarem pisando em solo "sagrado" em nenhum momento desrespeitaram o limite de espaço. Só provamos que somos sim, loucos e apaixonados por F1 e não insanos! O sentimento de estar no palco que foi e é de grandes nomes não dá para descrever, mas as imagens, gritos, cantos e choros que vi e senti lá ficarão para  sempre comigo! Interlagos, Muito Obrigada!”

Alguns não gostaram, mas milhares adoraram. Desde a organização que tentou disfarçar dizendo que a entrada foi permitida, passando pelo locutor oficial Galvão Bueno que na etapa de Imola já soltou um “como seria bom se isso acontecesse no Brasil” até o piloto Felipe Massa que na segunda feira disse que a emoção foi maior que em suas duas vitórias no Brasil, pois, ele não teve o calor da torcida como no ultimo domingo.  

Eu não invadi, mas diferente de outros, adorei ver o feito, fiquei cheio de inveja, vi as fotos dos meus amigos beijando o asfalto, deitados na pista, vi alegria e muita felicidade. Que em 2015 não precisemos do “alicatinho” que a Mariana Becker mencionou. Isto porque, Rosberg, Hamilton e Massa levaram seus troféus para casa, mas o maior de todo os troféus do GP Brasil 2014, o troféu da torcida, de quem faz a festa saindo da penumbra, assim como em 93 e assim como em vários lugares. Este troféu foi parar na mão de um tri campeão mundial, um tal de Niki Lauda.   





Contribuíram: Lara Carvalho e Renato Cabral 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fórmula Mercedes

Olá pessoal,


Depois dos treinos para corrida deste domingo, eu quase quis comemorar a definitiva volta da Williams ao time de construtores de ponta, mas dos 05 primeiros colocados, 05 são powered by Mercedes e dos 10 primeiros, 06 carros. Se a Force-Índia desse uma forcinha...

Bem, vejam o histórico da Williams dos últimos anos:

2010 - 69 pontos
2011 - 5 pontos
2012 - 76 pontos
2013 - 5 pontos
2014 - (Até agora) - 238 pontos
2015 - Será que farão 05 pontos de novo para ficar cíclico?

Mas valeu a recuperação!

Grande Prêmio do Brasil 2014 – Qualifying
1 Nico Rosberg - Mercedes
2 Lewis Hamilton - Mercedes
3 Felipe Massa - Williams
4 Valtteri Bottas - Williams
5 Jenson Button - McLaren
6 Sebastian Vettel - Red Bull Racing
7 Kevin Magnussen - McLaren
8 Fernando Alonso - Ferrari
9 Daniel Ricciardo - Red Bull Racing
10 Kimi Räikkönen - Ferrari
11 Esteban Gutierrez - Sauber
12 Nico Hulkenberg - Force India
13 Adrian Sutil - Sauber
14 Daniil Kvyat - Toro Rosso
15 Romain Grosjean - Lotus
16 Jean-Eric Vergne - Toro Rosso
17 Sergio Perez - Force India
18 Pastor Maldonado - Lotus

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

GP dos Estados Unidos 2014, Austin está chegando!

Histórico, o GP dos EUA iniciou sua participação na F1 em 1950 sendo que deste ano até 1960 as 500 milhas de Indianápolis é que faziam parte do calendário da F1, ficando fora deste nos períodos de 1992-1999 e 2008-2011.

Já “sediaram” este GP nada menos que seis circuitos sendo:

ü  Sebring International Raceway
ü  Circuito de Riverside
ü  Circuito de Watkins Glen
ü  Circuito de Rua de Phoenix
ü  Indianápolis Motor Speedway
ü  Circuito das Américas de Austin

Também foi no GP dos EUA em Indianápolis 2002 que Michael Schumacher “devolveu” a vitória a Rubens Barrichello daquele fatídico GP da Áustria no mesmo ano sendo, portanto três brasileiros a vencerem este GP: Emerson em 1970 (Watkins Glen), Ayrton em 1990 e 1991 (Phoenix) e Rubens em 2002 (Indianápolis).

O piloto que mais venceu o GP dos EUA foi Michael Schumacher com cinco vitórias em (2000, 2003, 2004, 2005 e 2006) seguido por Graham Hill e Jim Clark com 3 vitórias cada. A equipe que mais venceu foi a Ferrari com nove vitórias no total.

Desde 2012 o GP dos USA é realizado em Austin, no magnífico circuito das Américas. 




Em 2012 o vencedor Foi Hamilton (McLaren), seguido por Vettel (Red Bull) e Alonso (Ferrari). Já em 2013 os três primeiros foram Vettel (Red Bull), Grosjean (Lótus) e Mark Webber (Red Bull).

E Quem ganha esse ano? Quem perde a gente já sabe. Marussia e Catheram não irão correr nos USA e nem no Brasil, então, nós espectadores perdemos uma parte do show. 

Colaboração: Cristiano Moreira 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pietro Fittipaldi e Marta Ariza


Porque falar de Pietro Fittipaldi?

Bem, além de ser um Fittipaldi, ele garantiu antecipadamente o campeonato da Fórmula Renault Inglesa, onde no circuito de Croft, Pietro conquistou o 13º pódio antes de ser oficialmente premiado com o título da categoria.

Banca para acidentes da FIA

No último dia 10, a FIA anunciou a composição de uma "banca para análise de acidentes", conforme anunciado pelo seu desde 2009 presidente, Jean Todt em Sochi, Rússia na sequência do acidente envolvendo Jules Bianchi, ocorrido no Grande Prêmio do Japão.

Essa banca fará uma análise completa do acidente para melhor compreensão do que aconteceu, e vai propor novas medidas para reforçar a segurança no circuito, com recomendações a serem feitas para o presidente da FIA. O trabalho do grupo já começou - no dia 20 - e uma apresentação completa dos seus resultados deve ser feita na próxima reunião do Conselho Mundial de Automobilismo em 03 de dezembro de 2014, em Doha, no Catar.

A Peter Wright, presidente da Comissão de Segurança da FIA, foi confiada a presidência da banca recentemente estabelecida, e a lista completa dos membros do painel podem ser encontrados abaixo.

Presidência
Peter Wright, presidente da Comissão de Segurança;

Membros:
Ross Brawn: Ex-líder da equipe Mercedes F1 Team, Brawn Grand Prix e ex-diretor técnico da Scuderia Ferrari;
Stefano Domenicali: Ex-líder da equipe Scuderia Ferrari;
Gerd Ennser: Representante-chefe dos Stewards;
Emerson Fittipaldi: Presidente da Comissão de Pilotos FIA, e Steward F1;
Eduardo de Freitas: Diretor de corridas WEC (World Endurance Championship);
Roger Peart: Presidente da Comissão Circuitos, Presidente da ASN do Canadá e Steward F1;
Antonio Rigozzi: Advogado, Juiz do Tribunal Internacional de Apelação da FIA;
Gérard Saillant: Presidente do Instituto FIA e Presidente da Comissão Médica;
Alex Wurz: Presidente da GPDA, representante dos pilotos;
 
Steward: a person appointed by an organization or group to supervise the affairs of that group at certain functions...".

Temporada 1994 parte VII - O GP DA FRANÇA


Disputado em 03 de julho de 1994, com 72 voltas em 4.250m perfazendo 306Km a França sediava seu 44º GP no circuito de Magny Cours, a sétima etapa da temporada de 1994, sendo assim –junto com a Itália – o 2º (ou 3º!) país em número de Grandes Prêmios sediados.

Um doce para quem “adivinhar” o vencedor...
 
Pois é, seis vitórias em sete corridas... e aí? Mostrou a que veio ou não? Para pensar na cama, uma curiosidade: Quais eram os campeões mundiais posicionados no grid de largada da F1 em 1994? Depois da ida de Ayrton Senna, tinha alguém ávido por colocar um campeão no grid... e esse alguém chamava-se Renault. Prost seria o ideal, mas recusou-se, afinal, sua lista de atritos com Senna havia sido grande e o campeão – na minha opinião - foi sensato em declinar. Sobrou quem? Nigel Mansell!!

J. J. Letho acabou “rebaixado” a 3º piloto da Benetton deixando Verstappen como colega de Schumacher e olha que nos treinos, a batida de Verstappen foi o fato mais marcante depois do 3º lugar de Schumacher. E pedaços de seu carro foram parar nos boxes da Mclaren, mas apenas prejuízos materiais dessa vez. Um movimento também chamou a atenção e de novo não foi nas pistas. Sexta feira, Flavio Briatore anunciou a aquisição da Ligier, que estava enrolada financeiramente, mas era provida pela Renault... e Briatore, que não era bobo nem nada, viu ali a chance de ter a tecnologia do maior rival nas mãos. Rival? Ele estava com o Schumacher! Mas o Italiano estava certo, o Schumacher ainda não era o tri, tetra, penta etc., etc., etc.

Bastidores, bastidores...

Bem, como vimos acima uma corrida não se faz somente na pista, e na pista nem somente com o vencedor e nessa, Olivier Panis teve seu primeiro abandono da temporada, e também o último, quando bateu em Gianni Morbidelli. Mas como esquecer Schumacher deixando as duas Williams para trás e assumindo a ponta? Barrichello também fez uma boa corrida, mas acabou abandonando depois de atingir Alesi que havia rodado e estava tentando retornar à corrida. Estragou uma ótima corrida de Barrichello na minha opinião.

O grid de largada contou com Schumacher em 3º lugar. Em 1º e 2º tivemos Damon Hill e Nigel Mansell respectivamente – ambos pilotando Williams, o que nos faz relembrar da pergunta: Mostrou a que veio ou não? Jean Alesi largou em 4º, Gerard Berger em 5º e Eddie Irvine em 6º.  Barrichello saiu em 7º e Christian Fittipaldi em 18º.

A classificação final contou com Michael Schumacher em 1º, Damon Hill em 2º, Gerard Berger em 3º, Frentzen em 4º, Pierluigi Martini em 5º e Andrea de Cesaris em 6º.
Rubens acabou ficando em 16º na classificação final, por conta da batida e manteve seus 7 pontos no mundial de pilotos. Como a Jordan possuía 11 pontos no mundial de construtores, Rubens Barrichello era o grande responsável pela 4ª posição da equipe.

Será que Martini e de Cesaris aproveitaram bem essas pontuações? Esperamos que sim, pois foram as últimas de suas carreiras...

Damon Hill fez a volta mais rápida com 1’19”078, mas e daí? Schumacher emplacava seu 66º ponto no mundial de pilotos sendo o 2º colocado, Damon Hill, contava apenas com 29...

Mas ainda era cedo para cantar a vitória, o campeonato só acaba quando termina, já dizia Abelardo. Ou não, já dizia Caetano!

Temporada 1994 parte VI - O GP DO CANADÁ

Mais alterações... O peso mínimo aumenta em 10Kg, ou 515Kg. A tomada de ar para o motor perde sua função e se transforma em mais um espaço para patrocínios. A Ferrari reclamou muito, alegando ter perdido 70 CV. Uma chicane - meio que improvisada - foi montada diminuindo a velocidade e aumentando os tempos em mais ou menos 1,5s por volta. A corrida inteira demorou aproximadamente 7 minutos a mais em relação ao ano passado. 7 minutos! A F1 nunca havia mudado tanto em tão pouco tempo. Lembram-se da suspensão ativa? Pois é, parece que foi no século passado...  Em 1993 Michael Schumacher fez a melhor volta com 1’21”500, dessa vez emplacou novamente a melhor volta, só que com 1’28”927. A monotonia das vitórias no entanto continuava com Schumacher voltando a vencer. As disputas mais emocionantes aconteciam sempre entre Alesi e Berger, Hill e Coulthard. Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi alimentavam bem as esperanças dos torcedores brasileiros, mas seus carros não permitiam muitas ousadias. Mas... peralá! Um dia todos reclamaram das consecutivas vitórias da McLaren, depois da Williams, certo? A Benetton era uma nova vencedora! Ok, a monotonia da temporada é o que conta e segue o baile.

 
 
Apesar das vitórias repetidas da Benetton, sempre temos os demais corredores. Rubens Barrichello, por exemplo, deu bastante trabalho a Mika Hakkinen, mas só enquanto seu Jordan permitiu. Ficou em sexto na classificação mas a eletrônica pifou e acabou em 7º deixando a pista bastante irritado. Chegou a declarar “Eddie Jordan sabe muito bem quem são os incompetentes da sua equipe!!!” Christian chegou em 6º, mas foi pego pelo peso abaixo do mínimo, 2,5Kg a menos que o exigido sendo assim desclassificado.
Disputado em 12 de junho de 1994, com 69 voltas nos 4.430m do circuito de rua Gilles Villeneuve, Montreal, Canadá, o GP Molson du Canadá completou 307,050Km.
O grid de largada ficou com Michael Schumacher em 1º, Jean Alesi em 2º, Gerard Berger em 3º, Damon Hill em 4º, David Coulthard em 5º e Rubens Barrichello em 6º. A chegada ficou com Michael Schumacher em 1º, Damon Hill em 2º, Jean Alesi em 3º, Gerard Berger em 4º, David Coulthard em 5º e J. J. Lehto em 6º. Rubens acabou ficando em 7º na classificação final. Com essa ordem de chegada vemos que, apesar das 10 saídas por problemas, da desqualificação de Christian, dos problemas de Rubens e da não qualificação de Belmondo, Lehto, que subiu de 20º para 6º, fez uma boa corrida, mas não apareceu muito nas notícias. O mundo ainda falava muito de Senna e sua trágica morte e também de Schumacher que não parava de ganhar.
Rubens continuava com seus 7 pontos no campeonato. Schumacher mantinha a primeira posição somando 56 pontos e era seguido –de longe – por Hill com 23 em segundo lugar.

sábado, 18 de outubro de 2014

FRICS – A História se repete?

Vocês já conhecem o FRICS, certo?

 
 Ao longo das últimas temporadas na Fórmula 1, houve muita  discussão sobre um plano de suspensãoinovadora” usada nas Mercedes W04 e W05, o tal sistema FRICS, que significa Front to Rear Inter-Connected Suspension  e na verdade não era bem uma exclusividade da Mercedes e nem tão novo assim. Na realidade, no início da temporada de 2014 cada carro no grid tinha o seu e eram chamados de sistemas “não-Mercedes”. Simplificando o conceito, eram suspensões interligadas ou conectadas.
Estes sistemas são essencialmente bem simples de entender; eles conectam as molas, barras de torção e amortecedores  de cada uma das rodas do carro às outras, a fim de cancelar solavancos e para deixar o carro mais estável e com melhor desempenho aerodinâmico (já que não pula tanto). A maneira de como a interligação é feita varia de equipe para equipe, mas no caso da Mercedes é totalmente hidráulico, mas alguns sistemas totalmente mecânicos e alguns com eletrônica já foram usados no passado. Sabe quando você freia forte e a dianteira do carro vai lá no chão? É claro que não é apenas isso, mas você já entendeu o conceito.

Lembram da Tyrrell em 1995 com o tal  Hydrolink? (em 1994 a suspensão ativa que Piquet ajudou a desenvolver havia sido banida). Daí pra frente a idéia foi evoluindo e, no fim das contas, hoje todo mundo no grid têm um sistema de suspensão
interligado, afinal entender como o carro “torce” nas curvas, minimizar essas torções, otimizar seu downforce e mantê-lo estável reflete em segundos valiosos no mundial. A polêmica vem da proibição da tecnologia que – aparentemente – vem do fato de estar favorecendo a Mercedes.
Pois bem, no GP da Alemanha, todas as equipes removeram os seus a fim de evitar discussões e possíveis desclassificações, já que a FIA considera o aparato ilegal.

Já que falamos de suspensão, lembram que Nélson Piquet ajudou a Williams a desenvolver uma tal “suspensão inteligente, que a FIA proibiu para a temporada de 1994? Lembram da temporada de 1994? E o que aconteceu agora no GP do Japão? Dá pra relacionar um caso com o outro? Comentem! E dá pra relacionar a proibição de uma tecnologia com a proibição da outra? Deixem suas opiniões aqui! Querem que falemos mais detalhes sobre a tecnologia FRICS ou outras?  Pois bem,  aguardamos a participação de vocês!

Seguimos com a temporada de 2014, rumo aos EUA.