Disputado em 03 de julho de 1994, com 72
voltas em 4.250m perfazendo 306Km a França sediava seu 44º GP no circuito de Magny
Cours, a sétima etapa da temporada de 1994, sendo assim –junto com a Itália – o
2º (ou 3º!) país em número de Grandes Prêmios sediados.
Um doce para quem “adivinhar” o vencedor...
Pois é, seis vitórias em sete corridas... e
aí? Mostrou a que veio ou não? Para pensar na cama, uma curiosidade: Quais eram
os campeões mundiais posicionados no grid
de largada da F1 em 1994? Depois da ida de Ayrton Senna, tinha alguém ávido por
colocar um campeão no grid... e esse
alguém chamava-se Renault. Prost seria o ideal, mas recusou-se, afinal, sua
lista de atritos com Senna havia sido grande e o campeão – na minha opinião - foi
sensato em declinar. Sobrou quem? Nigel Mansell!!
J. J. Letho acabou “rebaixado” a 3º piloto
da Benetton deixando Verstappen como colega de Schumacher e olha que nos
treinos, a batida de Verstappen foi o fato mais marcante depois do 3º lugar de
Schumacher. E pedaços de seu carro foram parar nos boxes da Mclaren, mas apenas
prejuízos materiais dessa vez. Um movimento também chamou a atenção e de novo não
foi nas pistas. Sexta feira, Flavio Briatore anunciou a aquisição da Ligier,
que estava enrolada financeiramente, mas era provida pela Renault... e
Briatore, que não era bobo nem nada, viu ali a chance de ter a tecnologia do
maior rival nas mãos. Rival? Ele estava com o Schumacher! Mas o Italiano estava
certo, o Schumacher ainda não era o tri, tetra, penta etc., etc., etc.
Bastidores, bastidores...
Bem, como vimos acima uma corrida não se
faz somente na pista, e na pista nem somente com o vencedor e nessa, Olivier
Panis teve seu primeiro abandono da temporada, e também o último, quando bateu
em Gianni Morbidelli. Mas como esquecer Schumacher deixando as duas Williams
para trás e assumindo a ponta? Barrichello também fez uma boa corrida, mas
acabou abandonando depois de atingir Alesi que havia rodado e estava tentando
retornar à corrida. Estragou uma ótima corrida de Barrichello na minha opinião.
O grid
de largada contou com Schumacher em 3º lugar. Em 1º e 2º tivemos Damon Hill
e Nigel Mansell respectivamente – ambos pilotando Williams, o que nos faz
relembrar da pergunta: Mostrou a que veio ou não? Jean Alesi largou em 4º,
Gerard Berger em 5º e Eddie Irvine em 6º.
Barrichello saiu em 7º e Christian Fittipaldi em 18º.
A classificação final contou com Michael
Schumacher em 1º, Damon Hill em 2º, Gerard Berger em 3º, Frentzen em 4º,
Pierluigi Martini em 5º e Andrea de Cesaris em 6º.
Rubens acabou ficando em 16º na
classificação final, por conta da batida e manteve seus 7 pontos no mundial de
pilotos. Como a Jordan possuía 11 pontos no mundial de construtores, Rubens
Barrichello era o grande responsável pela 4ª posição da equipe.
Será que Martini e de Cesaris aproveitaram
bem essas pontuações? Esperamos que sim, pois foram as últimas de suas
carreiras...
Damon Hill fez a volta mais rápida com
1’19”078, mas e daí? Schumacher emplacava seu 66º ponto no mundial de pilotos
sendo o 2º colocado, Damon Hill, contava apenas com 29...
Mas ainda era cedo para cantar a vitória, o
campeonato só acaba quando termina, já dizia Abelardo. Ou não, já dizia
Caetano!