quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Temporada 1994 parte VI - O GP DO CANADÁ

Mais alterações... O peso mínimo aumenta em 10Kg, ou 515Kg. A tomada de ar para o motor perde sua função e se transforma em mais um espaço para patrocínios. A Ferrari reclamou muito, alegando ter perdido 70 CV. Uma chicane - meio que improvisada - foi montada diminuindo a velocidade e aumentando os tempos em mais ou menos 1,5s por volta. A corrida inteira demorou aproximadamente 7 minutos a mais em relação ao ano passado. 7 minutos! A F1 nunca havia mudado tanto em tão pouco tempo. Lembram-se da suspensão ativa? Pois é, parece que foi no século passado...  Em 1993 Michael Schumacher fez a melhor volta com 1’21”500, dessa vez emplacou novamente a melhor volta, só que com 1’28”927. A monotonia das vitórias no entanto continuava com Schumacher voltando a vencer. As disputas mais emocionantes aconteciam sempre entre Alesi e Berger, Hill e Coulthard. Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi alimentavam bem as esperanças dos torcedores brasileiros, mas seus carros não permitiam muitas ousadias. Mas... peralá! Um dia todos reclamaram das consecutivas vitórias da McLaren, depois da Williams, certo? A Benetton era uma nova vencedora! Ok, a monotonia da temporada é o que conta e segue o baile.

 
 
Apesar das vitórias repetidas da Benetton, sempre temos os demais corredores. Rubens Barrichello, por exemplo, deu bastante trabalho a Mika Hakkinen, mas só enquanto seu Jordan permitiu. Ficou em sexto na classificação mas a eletrônica pifou e acabou em 7º deixando a pista bastante irritado. Chegou a declarar “Eddie Jordan sabe muito bem quem são os incompetentes da sua equipe!!!” Christian chegou em 6º, mas foi pego pelo peso abaixo do mínimo, 2,5Kg a menos que o exigido sendo assim desclassificado.
Disputado em 12 de junho de 1994, com 69 voltas nos 4.430m do circuito de rua Gilles Villeneuve, Montreal, Canadá, o GP Molson du Canadá completou 307,050Km.
O grid de largada ficou com Michael Schumacher em 1º, Jean Alesi em 2º, Gerard Berger em 3º, Damon Hill em 4º, David Coulthard em 5º e Rubens Barrichello em 6º. A chegada ficou com Michael Schumacher em 1º, Damon Hill em 2º, Jean Alesi em 3º, Gerard Berger em 4º, David Coulthard em 5º e J. J. Lehto em 6º. Rubens acabou ficando em 7º na classificação final. Com essa ordem de chegada vemos que, apesar das 10 saídas por problemas, da desqualificação de Christian, dos problemas de Rubens e da não qualificação de Belmondo, Lehto, que subiu de 20º para 6º, fez uma boa corrida, mas não apareceu muito nas notícias. O mundo ainda falava muito de Senna e sua trágica morte e também de Schumacher que não parava de ganhar.
Rubens continuava com seus 7 pontos no campeonato. Schumacher mantinha a primeira posição somando 56 pontos e era seguido –de longe – por Hill com 23 em segundo lugar.

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