Mais alterações... O peso mínimo aumenta em
10Kg, ou 515Kg. A tomada de ar para o motor perde sua função e se transforma em
mais um espaço para patrocínios. A Ferrari reclamou muito, alegando ter perdido
70 CV. Uma chicane - meio que
improvisada - foi montada diminuindo a velocidade e aumentando os tempos em
mais ou menos 1,5s por volta. A corrida inteira demorou aproximadamente 7
minutos a mais em relação ao ano passado. 7 minutos! A F1 nunca havia mudado
tanto em tão pouco tempo. Lembram-se da suspensão ativa? Pois é, parece que foi
no século passado... Em 1993 Michael
Schumacher fez a melhor volta com 1’21”500, dessa vez emplacou novamente a melhor
volta, só que com 1’28”927. A monotonia das vitórias no entanto continuava com Schumacher
voltando a vencer. As disputas mais emocionantes aconteciam sempre entre Alesi
e Berger, Hill e Coulthard. Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi
alimentavam bem as esperanças dos torcedores brasileiros, mas seus carros não
permitiam muitas ousadias. Mas... peralá! Um dia todos reclamaram das
consecutivas vitórias da McLaren, depois da Williams, certo? A Benetton era uma
nova vencedora! Ok, a monotonia da temporada é o que conta e segue o baile.
Apesar
das vitórias repetidas da Benetton, sempre temos os demais corredores. Rubens Barrichello,
por exemplo, deu bastante trabalho a Mika Hakkinen, mas só enquanto seu Jordan
permitiu. Ficou em sexto na classificação mas a eletrônica pifou e acabou em 7º
deixando a pista bastante irritado. Chegou a declarar “Eddie Jordan sabe muito
bem quem são os incompetentes da sua equipe!!!” Christian chegou em 6º, mas foi
pego pelo peso abaixo do mínimo, 2,5Kg a menos que o exigido sendo assim
desclassificado.
Disputado
em 12 de junho de 1994, com 69 voltas nos 4.430m do circuito de rua Gilles
Villeneuve, Montreal, Canadá, o GP Molson du Canadá completou 307,050Km.
O grid de largada ficou com Michael Schumacher em 1º,
Jean Alesi em 2º, Gerard Berger em 3º, Damon Hill em 4º, David Coulthard em 5º
e Rubens Barrichello em 6º. A chegada ficou com Michael Schumacher em 1º, Damon
Hill em 2º, Jean Alesi em 3º, Gerard Berger em 4º, David Coulthard em 5º e J.
J. Lehto em 6º. Rubens acabou ficando em 7º na classificação final. Com essa
ordem de chegada vemos que, apesar das 10 saídas por problemas, da
desqualificação de Christian, dos problemas de Rubens e da não qualificação de
Belmondo, Lehto, que subiu de 20º para 6º, fez uma boa corrida, mas não
apareceu muito nas notícias. O mundo ainda falava muito de Senna e sua trágica
morte e também de Schumacher que não parava de ganhar.
Rubens
continuava com seus 7 pontos no campeonato. Schumacher mantinha a primeira
posição somando 56 pontos e era seguido –de longe – por Hill com 23 em segundo
lugar.
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