terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dèjá Vu Cingapuriano

Estava pensando em como descrever o grande prêmio de Cingapura de F1 que foi disputado no ultimo domingo e realmente não sabia como começar, então fui ver o que tinha escrito nos dois últimos anos no blog da TSN sobre a corrida em Cingapura e a conclusão é que parece um dèjá vu cingapuriano.  

As palavras abaixo  foram escritas em 2012 e 2013 sobre a corrida em Cingapura:

O GP de Cingapura é uma coisa de louco. Os pilotos adoram, os jornalistas adoram, as imagens são lindas, os efeitos noturnos magníficos, os fogos no fim da corrida parecem passagem de ano, mas e a corrida? A corrida é uma das mais chatas do calendário, isso se não for a mais chata. Foram duas horas de desfile de carros, parece até corrida de autorama. Que coisa não? fazer um espetáculo lindo de imagens, porém, sem nenhuma emoção forte.

Comparo o Gp de Cingapura como aquela linda mulher de corpo escultural e beleza impar, tipo miss, que você se apaixona e faz tudo para viver um romance junto a ela, fica imaginando várias fantasias, momentos a dois e quando você consegue um encontro, o sexo é uma droga, sem vontade e sem química nenhuma.

Pois é, a bela cidade de Cingapura, mais uma vez, proporcionou uma corrida sem muita emoção, sem sal. Mais uma vez precisou de um safety car na pista, para termos um pouco de emoção, isto para quem não cochilou durante as duas horas de corrida”



 Foto @RetoF1

Como medir a emoção de uma corrida? Simples, cada um pode ter o seu indicador. O meu, é o numero de mensagens trocadas no grupo do what’s Up em todos os GP’s. No ultimo domingo, a maioria do tempo foi um silêncio absoluto. Nem as pérolas do Galvão surtiram efeito.

Hamilton outra vez fez a Pole, a volta mais rápida e venceu de ponta a ponta, perdendo a primeira posição apenas quando fez a ultima troca, mas não demorou muito a retomar a dianteira ao superar Vettel. Vi no pódio da foto acima, um Hamilton emocionado com os olhos brilhando pela difícil vitória. Vitória limpa e com um bônus, já que Rosberg, o segundo no Grid de largada deu treze voltas e abandonou. Agora, Rosberg é segundo no campeonato. Vettel e Ricciardo completaram o pódio. Alonso foi o quarto e Massa o quinto. Assim a corrida terminou quase igual ao treino de classificação, de Hamilton a Massa, só a quebra de Rosberg e Vettel à frente de Ricciardo que mudaram o panorama.  

Sobre Massa, tenho que destacar o excelente trabalho que fez com os pneus, fazendo-os durarem até a bandeirada e provocando a ira dos caçadores do politicamente correto. Massa ao fim da prova disparou um “Dirigi igual a uma vovó” que não soou bem para alguns. Galvão foi o primeiro a reclamar da frase, depois, li vários comentários criticando a frase do piloto brasileiro. Digo apenas que entendi o que Massa quis dizer, Massa usou a experiência e a segurança de uma vovó para completar a prova. Conduziu com habilidade e conhecimento que só a experiência adquirida com o tempo faz o “impossível” dito pelo diretor esportivo da Pirelli acontecer. Se pilotasse como um netinho, ficaria a ver navios como seu companheiro Bottas, que na ultima volta foi perdendo posições até ficar fora da zona de pontuação. Portanto, não vi em nenhum momento ofensa ou bulliyng com as vovós, ou alguém ai conhece uma vovó Schumacher?

Para finalizar só destacar a boa corrida de Vergne que largou em 12º e chegou em 6º. Tem que mostrar serviço para tentar uma vaga em 2015, já que seu lugar na Toro Rosso já está ocupado por Verstappen.

Agora é esperar o Grande Prêmio do Japão no primeiro fim de semana de outubro para novas emoções. Suzuka promete. 

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