Estava pensando em como descrever o grande prêmio de
Cingapura de F1 que foi disputado no ultimo domingo e realmente não sabia como
começar, então fui ver o que tinha escrito nos dois últimos anos no blog da TSN sobre
a corrida em Cingapura e a conclusão é que parece um dèjá vu cingapuriano.
As palavras abaixo foram escritas em 2012 e 2013
sobre a corrida em Cingapura:
“O GP de Cingapura é uma coisa de louco. Os pilotos
adoram, os jornalistas adoram, as imagens são lindas, os efeitos noturnos
magníficos, os fogos no fim da corrida parecem passagem de ano, mas e a
corrida? A corrida é uma das mais chatas do calendário, isso se não for a mais
chata. Foram duas horas de desfile de carros, parece até corrida de autorama.
Que coisa não? fazer um espetáculo lindo de imagens, porém, sem nenhuma emoção
forte.
Comparo o Gp de Cingapura como aquela linda
mulher de corpo escultural e beleza impar, tipo miss, que você se apaixona e
faz tudo para viver um romance junto a ela, fica imaginando várias fantasias,
momentos a dois e quando você consegue um encontro, o sexo é uma droga, sem
vontade e sem química nenhuma.
Pois é, a bela cidade de Cingapura, mais uma
vez, proporcionou uma corrida sem muita emoção, sem sal. Mais uma vez precisou
de um safety car na pista, para termos um pouco de emoção, isto para quem não
cochilou durante as duas horas de corrida”.
Foto @RetoF1
Como medir a emoção de uma corrida? Simples, cada um pode
ter o seu indicador. O meu, é o numero de mensagens trocadas no grupo do what’s Up
em
todos os GP’s. No ultimo domingo, a maioria do tempo foi um silêncio absoluto.
Nem as pérolas do Galvão surtiram efeito.
Hamilton outra vez fez a Pole, a volta mais rápida e
venceu de ponta a ponta, perdendo a primeira posição apenas quando fez a ultima
troca, mas não demorou muito a retomar a dianteira ao superar Vettel. Vi no
pódio da foto acima, um Hamilton emocionado com os olhos brilhando pela difícil
vitória. Vitória limpa e com um bônus, já que Rosberg, o segundo no Grid de
largada deu treze voltas e abandonou. Agora, Rosberg é segundo no campeonato. Vettel
e Ricciardo completaram o pódio. Alonso foi o quarto e Massa o quinto. Assim a
corrida terminou quase igual ao treino de classificação, de Hamilton a Massa,
só a quebra de Rosberg e Vettel à frente de Ricciardo que mudaram o panorama.
Sobre Massa, tenho que destacar o excelente trabalho que
fez com os pneus, fazendo-os durarem até a bandeirada e provocando a ira dos
caçadores do politicamente correto. Massa ao fim da prova disparou um “Dirigi
igual a uma vovó” que não soou bem para alguns. Galvão foi o primeiro a
reclamar da frase, depois, li vários comentários criticando a frase do piloto
brasileiro. Digo apenas que entendi o que Massa quis dizer, Massa usou a
experiência e a segurança de uma vovó para completar a prova. Conduziu com
habilidade e conhecimento que só a experiência adquirida com o tempo faz o “impossível” dito pelo diretor esportivo
da Pirelli acontecer. Se pilotasse como um netinho, ficaria a ver navios como
seu companheiro Bottas, que na ultima volta foi perdendo posições até ficar
fora da zona de pontuação. Portanto, não vi em nenhum momento ofensa ou bulliyng
com as vovós, ou alguém ai conhece uma vovó Schumacher?
Para finalizar só destacar a boa corrida de Vergne que
largou em 12º e chegou em 6º. Tem que mostrar serviço para tentar uma vaga em
2015, já que seu lugar na Toro Rosso já
está ocupado por
Verstappen.
Agora é esperar o Grande Prêmio do Japão no primeiro fim
de semana de outubro para novas emoções. Suzuka promete.

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