segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Temporada 1994 parte I GP BRASIL 1994

O XXIII GP do Brasil, realizado no autódromo José Carlos Pace, o Interlagos, São Paulo – SP, abriu o campeonato de F1 de 1994 no dia 27 de março e as equipes – como sempre, chegaram cheias de segredos e mistérios. Logo nas primeiras voltas dos treinos, a Benetton de Michael Schumacher mostrou que viera para dar trabalho. Ayrton Senna foi o pole position com 1´15”962 sendo que àquela época uma volta em Interlagos tinha 4,325Km. Foi uma corrida com 71 voltas ou 307,075Km, Michael Schumacher em 2º, Jean Alesi em 3º, Damon Hill em 4º, Heinz-Harald Frentzen em 5º, Gianni Morbidelli em 6º. Christian Fittipaldi saiu em 11º e Rubens Barrichello ficou em 14º.


O reabastecimento, “novidade” que voltava aos boxes, esteve rodeado de um clima tenso e pesado. Nós brasileiro colaboramos relaxando com a segurança na 23ª edição das Mil Milhas Brasileiras, realizada em janeiro, onde tivemos um incêndio nos boxes sem equipamentos de segurança suficientes e onde logo acima, o público tinha permissão para fumar à vontade. O saldo foi de um morto e alguns feridos. Mas o que realmente pesou para esse clima tenebroso relacionado ao reabastecimento foi um boato de que algumas escuderias iriam alterar a válvula limitadora de pressão (limitada a 2 bar). Sem alterações, 12 litros de combustível por segundo entrariam nos tanques dos bólidos nas paradas. Após o fim da corrida, as paradas para reabastecimento se tornariam uma atração a mais na competição.

Um fato interessante: Michael Schumacher foi entrevistado por ninguém menos que José Mogica Marins, o Zé do Caixão, para um jornal de São Paulo. Depois da entrevista e de tirar várias fotos com o futuro vencedor da corrida, nosso representante das trevas foi expulso do autódromo e teve suas credenciais recolhidas pelos comissários da FIA.

Apesar da visita sinistra, o GP foi vencido por Michael Schumacher com uma volta de vantagem sobre o segundo colocado, que também fez a volta mais rápida – 1’18”455, seguido por Damon Hill, Jean Alesi, Rubens Barrichello, Ukyo Katayama e Karl Wendlinger. O companheiro de equipe de Rubinho, Eddie Irvine, foi suspenso do GP do Pacífico por ter causado um acidente que envolveu Jos Verstappen, Eric Barnard e Martin Brundle e multado em US$10,000.00. Neste GP, Ukyo Katayama marcou seus primeiros pontos na F1. Ayrton Senna, completando 10 anos de F1, foi ultrapassado na 22ª volta por Michael Schumacher, que pilotava como um veterano um Benetton equipado com motor Ford-Zetec V8. Beneficiado por um pit-stop mais rápido, nem precisou se valer de sua costumeira audácia para assumir a ponta. O Ford V8 parecia consumir menos que o Renault V10, refletindo em pit-stop mais rápidos. Segundo o próprio Ayrton Senna, o erro foi dele mesmo. Seu pódio estava garantido, mas correndo no limite sem se interessar pelo segundo lugar, acelerou antes da hora na entrada da reta dos boxes, saiu de traseira e rodou. Quando o motor apagou na 57ª volta, terminou a corrida para ele.  Jean Alesi deixou a Ferrari cheia de esperanças fazendo uma ótima largada onde audaciosamente ultrapassou Schumacher e quase tomou a ponta de Senna. De nada valeu, visto que Schumacher recuperou a posição já na 2ª volta. Com essa briga pelo 2º lugar, Senna conseguiu abrir 4s de vantagem, mas já na 21ª volta Schumacher havia reduzido a diferença para menos de 1s, entrando nos boxes praticamente juntos e ali fazendo a ultrapassagem, sem riscos ou esforços.
A McLaren não marcou pontos. Seu inovador sistema de câmbio sem embreagem, mas não automático, apresentou problemas e o novo motor Peugeot estava longe do acerto ideal.

*Foto tirada da internet



Rubens Barrichello chegou em quarto deixando Wendlinger para trás enquanto seu colega, Eddie Irvine, acabou sendo o causador do único acidente sério na 34ª volta da prova e foi punido por isso.

*Colaboração: PV Zaidan 

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