Os acontecimentos da corrida
em Monza que alternou um início movimentado, algumas voltas sonolentas e uma
terceira parte bravíssima em um alto e bom idioma italiano, me levam a pensar como
cada um desses fatos refletiu ou refletirá no desfecho do campeonato.
Hamilton venceu e gritou
independência contra os fatos que o tiraram 3 vitórias ou melhores pontuações
nas ultimas 3 provas. Largando de trás na Alemanha e Hungria, além ser tocado
intencionalmente na Bélgica (é o que Rosberg diz agora) lhe trouxe uma série de
resultados que só e apenas uma vitória com
direito a barba, cabelo e bigode (Pole, melhor Volta e vitória) poderia
fazer o inglês se sentir realizado e vivo no campeonato. Campeonato este que
ainda pende nos números, apenas nos números, para o lado de Rosberg. O inglês porém, com sua sede de vitória e sua velocidade lutará até o fim.
Foto @RetoF1
O que falar de Rosberg o
segundo colocado da corrida e primeiro do campeonato. Se fingindo de morto ou
cavando a sua própria cova? Já na Bélgica com o toque intencional admitido mostrou
uma faceta que ninguém conhecia e agora erra duas vezes no mesmo ponto. Fugiu
da briga pela posição ou deu a vitória de presente a Hamilton (vitória mais que
merecida)?
Muitas foram as teorias da conspiração sobre
ele ter entregado a ponta para compensar o GP da Bélgica, mas, mais uma vez
acredito em erro, mesmo que seja um erro calculado. Rosberg só precisa administrar as ultimas 6 etapas, que será campeão na corrida com pontos dobrados. Portando, cavar a morte pode ser um grito de independência
tardio, lá em Abu Dabhi.
O terceiro colocado foi o
brasileiro Felipe Massa. Terceiro lugar depois de mais de um ano sem subir ao
pódio e desta vez sem “incompetências ou azares”. Massa fez uma corrida
conservadora. Não dividiu curva, não tentou ultrapassagem sem margem de
segurança e ainda contou com a má largada de Bottas para sacramentar seu bom
resultado. Resultado esse que pode ser um grito de independência dos maus
resultados ou apenas um ultimo suspiro antes de voltar ao que há muito tempo é sua
normalidade, de sexto para trás. Honestamente, prefiro que seja seu grito de
independência.
A Ferrari, ah, a Ferrari. Equipe
com a maior pompa do circulo da velocidade, se queda a cada temporada. E dessa
vez morreu em casa. Atuação pífia. Boatos sobre a saída do seu presidente Luca
de Montezemolo e a volta de Ross Brawn. Alonso quebrando depois de 29 corridas
pontuando e um Kimi que brilhou na Bélgica, voltando a ser um coadjuvante. Triste
fim, morrer em casa na frente dos Tifósis. A equipe com esse carro lento que agoniza em 2014 já deve estar pensando em renascer em 2015.
Por mais que não queiram
admitir, por mais que os holofotes da TV não mostrem, a dupla Ricciardo e
Bottas está mostrando o que é pilotagem esse ano. Se Riccardo já venceu três vezes,
Bottas já merece no mínimo uma. O que pilotam esses guris.
Ricciardo vinha fazendo uma
corrida morna, escondida como sempre, e quando se dá conta, lá está ele
ultrapassando carros, dando X no Vettel, marcando seu território. Fantástico ano do
João sorrisão australiano. Se as coisas se aprumaram na Mercedes, pior para
ele, caso contrário, Ricciardo pode fazer
história em 2014.
Já Bottas é cada dia mais
fenomenal. Não largou bem, alguns disseram que ele trocou de performance com
seu companheiro de equipe em Monza, mas, o que se viu foi um verdadeiro show do
finlandês. Ultrapassagens e mais ultrapassagens. Sua briga com Magnussen foi de
arrepiar e cair 4º para 10º e voltar do 10º ao 4º em 53 voltas premiou a constante
performance desse piloto arrojado. A Williams nessa crescente e a Red Bull
voltando a normalidade, em 2016 a briga vai ser boa. Sim, 2016 (meu momento mãe Dinah).
Para finalizar, Perez e Button
nos deram um bônus com um pega fantástico. Agora a próxima etapa é em
Cingapura, lá a pole e o grid de classificação definem 80% da corrida. Bom, mas a próxima etapa são outros 500.

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