Tento falar sobre o GP do Japão de Fórmula 1 2014 desde a
semana passada e aí chegou o GP da Rússia. Digo-lhes que, com certeza, as
palavras não se encaixaram e o tempo foi curto para a imaginação.
Sobre o Japão, na minha cabeça, o tufão Vettel indo pra
Ferrari e Fernando Alonso sendo a vedete seria um bom
início. Durante a prova, as ultrapassagens de Vettel, Ricciardo e
Hamilton debaixo de chuva com a perícia do grupo atual de abusados na pista
molhada. Só faltaria Alonso. Alonso que ficou na volta de apresentação da volta
de apresentação do reinício com o Safety Car na pista. Foi
assim que pensei até o acidente do Sutil, sim do Sutil. A Bandeira amarela,
mostra de novo, bota o nome do Jules Bianchi e bandeira vermelha. Acaba a
corrida. O pódio, a expressão dos três primeiros, a agitação das equipes não
pelo pódio, mas pelo rosto frio de cada profissional já anunciava que algo
estava errado. Esqueceram de avisar para o locutor que gritou o banho de
champanhe como se fosse uma micareta. Algo estava errado e descobrimos
depois.
Erro, fatalidade, irresponsabilidade, crime? Hamilton
venceu e uma semana depois, the show must go on. Assim
cantava Freddie Mercury, assim funciona a F1. Esqueceram de Imola 94,
agora podem relembrar que o show continua.
Hoje, o primeiro Grande Prêmio da Rússia foi realizado.
Assim como o GP dos EUA em Austin, o primeiro vencedor foi Lewis Hamilton.
Hamilton vence mais uma e solidifica sua condição de líder do campeonato (Ah!
como seria bom vê-lo campeão em Interlagos). Rosberg vem patinando, hoje depois
do erro ainda chegou em segundo, mas não é o primeiro erro e, como ele na chuva
não é um Senna, é a quarta prova seguida
que ele vê Hamilton vencer.
Foto: @RetoF1
No mais, a prova em Sochi não teve muitas inspirações.
Controle de combustível, trânsito da marginal Tietê na beira do Mar Negro e uma
recuperação de tirar o chapéu de Rosberg, mesmo com o trânsito da marginal
Tietê para atrapalhar. A Mercedes se
sagrou campeã de construtores em 2014. Falta agora saber qual dos seus pilotos
será o campeão mundial, apesar de Ricciardo ainda ter chances remotíssimas.
As preces por Jules Bianchi emocionam, mas volto a dizer:
Esqueceram de Ímola 94 e The show must go
on. Engraçado a forma de se ver as coisas, uns se vangloriam e outros se
envergonham.

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