domingo, 12 de outubro de 2014

The show must go on



Tento falar sobre o GP do Japão de Fórmula 1 2014 desde a semana passada e aí chegou o GP da Rússia. Digo-lhes que, com certeza, as palavras não se encaixaram e o tempo foi curto para a imaginação. 

Sobre o Japão, na minha cabeça, o tufão Vettel indo pra Ferrari e Fernando Alonso sendo a vedete seria um bom início.  Durante a prova, as ultrapassagens de Vettel, Ricciardo e Hamilton debaixo de chuva com a perícia do grupo atual de abusados na pista molhada. Só faltaria Alonso. Alonso que ficou na volta de apresentação da volta de apresentação do reinício com o Safety Car na pista. Foi assim que pensei até o acidente do Sutil, sim do Sutil. A Bandeira amarela, mostra de novo, bota o nome do Jules Bianchi e bandeira vermelha. Acaba a corrida. O pódio, a expressão dos três primeiros, a agitação das equipes não pelo pódio, mas pelo rosto frio de cada profissional já anunciava que algo estava errado. Esqueceram de avisar para o locutor que gritou o banho de champanhe como se fosse uma micareta. Algo estava errado e descobrimos depois. 


Erro, fatalidade, irresponsabilidade, crime? Hamilton venceu e uma semana depois, the show must go on. Assim cantava Freddie Mercury, assim funciona a F1. Esqueceram de Imola 94, agora podem relembrar que o show continua.




Hoje, o primeiro Grande Prêmio da Rússia foi realizado. Assim como o GP dos EUA em Austin, o primeiro vencedor foi Lewis Hamilton. Hamilton vence mais uma e solidifica sua condição de líder do campeonato (Ah! como seria bom vê-lo campeão em Interlagos). Rosberg vem patinando, hoje depois do erro ainda chegou em segundo, mas não é o primeiro erro e, como ele na chuva não é um Senna, é a  quarta prova seguida que ele vê Hamilton vencer.



 Foto: @RetoF1

No mais, a prova em Sochi não teve muitas inspirações. Controle de combustível, trânsito da marginal Tietê na beira do Mar Negro e uma recuperação de tirar o chapéu de Rosberg, mesmo com o trânsito da marginal Tietê para atrapalhar.  A Mercedes se sagrou campeã de construtores em 2014. Falta agora saber qual dos seus pilotos será o campeão mundial, apesar de Ricciardo ainda ter chances remotíssimas.


As preces por Jules Bianchi emocionam, mas volto a dizer: Esqueceram de Ímola 94 e The show must go on. Engraçado a forma de se ver as coisas, uns se vangloriam e outros se envergonham.

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