Disputado em 15 de maio de
1994, o GP de Mônaco foi disputado no famoso circuito de rua em Monte Carlo, à
época com 3.328 Km de extensão. O mundo ainda estava falando muito na tragédia
de Ayrton Senna e esse GP ficou um pouco obscurecido ainda mais no Brasil. Mas
teve 78 voltas de duração perfazendo um total de 259,584 Km e inaugurou a era do
limite de velocidade nos boxes. Seria o início de uma série de melhorias feitas
no regulamento visando aumentar a segurança dos pilotos e equipes tentando ao
mesmo tempo não prejudicar a competitividade. A Williams e a Simtek correram
com apenas um carro marcando a ausência de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger,
falecidos no GP anterior. Eddie Irvine ainda estava suspenso e atuou como
comentarista para uma emissora de televisão.
No dia 12 de maio, nos
treinos, o austríaco Karl Wendlinger passou por maus momentos. Sua Sauber fez
um barulho estranho na saída do túnel, barulho descrito por alguns como som de
metal em atrito, e se chocou contra o guard
rail. A cena do piloto com as mãos no volante enquanto sua cabeça pendia
para fora do carro foi terrível. Foi levado em coma para o hospital. A comoção
foi tão grande que Ferrari, Peugeot, Mercedes e Renault ameaçaram deixar a
categoria. Essa ameaça foi fundamental para o pronunciamento do então
presidente da FIA, Max Mosley que anunciou uma série de novos regulamentos, que
ainda nutria o desejo de se limitar somente à redução de velocidade na entrada
dos boxes.
As duas primeiras posições
do grid de largada ficaram vazias em
homenagem aos dois pilotos falecidos no Grande Prêmio anterior e foram pintadas
com as cores do Brasil e da Áustria. Michael Schumacher fez mais uma pole position, Mika Hakkinen ficou em
2º, Gerard Berger em 3º, Damon Hill em 4º e Jean Alesi em 5º. Christian
Fittipaldi ficou em 6º com sua Footwork.
Logo na largada, Damon Hill
bateu em Mika Hakkinen que abandonou a prova. Hill ainda tentou seguir, mas sua
suspensão dianteira ficou destruída e acabou abandonando também. Na mesma
curva, a St. Devote, Gianni Morbidelli e Pierluigi Martini também bateram e
abandonaram a prova. Barrichello abandonou na volta 27 por problemas elétricos
e Christian Fittipaldi chegou a brigar pelo quarto lugar, mas abandonou na
volta 47 com problemas no câmbio.
*Foto retida da internet
No fim das contas, Mônaco
que não via outro vencedor além de Senna e Prost desde 1983, viu Schumacher
vencer mais uma, marcando 40 pontos em 4 corridas. Martin Brundle chegou em 2º,
Berger em 3º, Andrea de Cesaris em 4º - já uma volta atrás e Jean Alesi em 5º.
Michele Alboreto chegou em 6º lugar, marcando assim os últimos pontos da sua
carreira na F1.
*Colaboração e texto: PV Zaidan

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